sábado, 25 de dezembro de 2010

AUMENTO DE SALÁRIO PARA OS PARLAMENTARES

“Corrida em favor do próprio bolso é demonstração de que a velocidade da votação é ajustada na medida exata do interesse pessoal dos parlamentares. Sem dúvida, mais uma demonstração de irresponsabilidade e insensatez, pois no momento em que o novo governo diz que precisa conter gastos, os parlamentares, na calada da noite e sem prévio aviso, aumentaram seus salários em 62%, sob a alegação de que desde 2007 não tinham aumentos, quando a inflação no período não foi superior a 20,9%.”

Quanto ao salário mínimo que o candidato Serra havia prometido elevar para R$ 600,00, a presidenta eleita Dilma já disse que é impossível, pois não há verbas para isso e o máximo será de R$ 540,00. Já imaginaram o que vai acontecer com os aposentados que ganham acima do mínimo?
É uma incoerência total: para o bolso dos parlamentares, que nada fazem, que são uns inúteis, uns parias da sociedade, há verbas; para os trabalhadores, para aqueles que ajudam o País a se desenvolver, não há verbas.

É uma injustiça muito grande, e, ainda, são “traíras”, porque aguardaram passar as eleições para aumentar abusivamente seus salários, pois se o fizessem antes possivelmente muitos deles teriam dificuldade em eleger-se, apesar de que o povo elegeu o Tiririca.
Já imaginaram o Tiririca? Com essa brincadeira de eleger qualquer um, não importa quem, com esse retrocesso político, com essa enorme ignorância do povo, ele ganhará um salário de R$ 26.723,13, mais verba de gabinete, verba para correio, verba de Internet, telefone, apartamento funcional, carro oficial, etc.

Cada parlamentar custará aos nossos bolsos R$ 120.000,00 por mês, ou seja, R$ 1.440.000,00 por ano, sem contar outras benesses e safadezas, já bem conhecidas, como desvio de verbas, aprovação de emendas no orçamento para entidades fantasmas ou para o clube de futebol da rua onde o deputado ou senador mora.
Cada vez mais a gente fica decepcionado com os políticos. Eles perderam a vergonha definitivamente e, aliás, não só os políticos, mas o Judiciário também. Alguns dias antes da diplomação dos novos deputados e senadores eleitos em 2010, o Judiciário cancelou uma condenação do Maluf. Ninguém sabe porque, misteriosamente, foi cancelada a condenação dele no caso dos frangos quando foi prefeito de São Paulo, só para que ele pudesse ser diplomado deputado novamente. O curioso é que qualquer mortal no Brasil espera longos anos para ter um processo julgado. Imaginem um cancelamento de uma condenação decidida por um colegiado? Mas o Maluf conseguiu, em tempo recorde, só para poder tomar posse na Câmara. Será que a decisão estava tão errada assim?
Isso somente os esqueletos dos processos que ficarão guardados nos arquivos poderão responder, porque agora “Inês é Morta”; ninguém mais se atreverá em mexer com isso. É assim que eles procedem: sepultam-se as falcatruas.

Aliás, se compararmos o que os atuais políticos estão fazendo, especialmente os do PT, acabaremos nos convencendo de que o Maluf é apenas um “trombadinha”, um “pivete” de qualquer cidade do Brasil, e ainda vai sair vestido de “anjinho” na procissão de Sexta-Feira Santa.
Infelizmente tudo ficará coberto: o Lulla conseguiu eleger a “pá de cal” que era necessária e então, com certeza nada ocorrerá.”

(Sergio Carreiro de Teves) - transcrito do Jornal Gazeta do Tatuapé, edição n° 1837, Dezembro de 2010.